quinta-feira, 27 de agosto de 2009
Tenho dormido além da conta, eu e meus inquilinos. Troquei o dia pela noite, mas estou longe de ser um boêmio, é um prazer que ainda não tenho. Não saio de casa, permaneço quieto no meu canto tentando ajustar algumas coisas que saíram do controle e eu, inocente que sou, algumas pessoas diriam imbecíl mesmo, nem me dei conta do tamanho do estrago que tava causando.
Preguei os olhos em algumas apostilas, cadernos, rabiscos, impressões e jornais. Levanto uma ou duas horas da tarde, almoço e vou à biblioteca ler o jornal e algumas revistas que me interessam. Internet até as nove e volto pra casa, preparo um rango de fazer inveja a esses chef's-apresentadores de meia tigela e me jogo em frente a TV. Depois da meia-noite volto ao batente, estudo de verdade e tenho o maior orgulho disso. E não tô nessa de "recuperar o tempo perdido", picas do tempo perdido, esse lance não é bem comigo, nunca foi, não me arrependo das merdas que faço (isso mesmo, faço, está no presente), mas sei que tudo tem um limite e em algum momento precisamos voltar pra casa, e pra isso, meu camarada, temos que "ter" uma casa. Saca? Responsabilidade, saca?
Gosto pra caraca da noite, da vida boêmia e coisa e tal, mas eu gosto também de chegar em casa (olha ela aí de novo, a casa) e esquentar alguma coisa pra comer, ou tomar uma xícara gigante de leite com nescafé extra forte e dormir ouvindo alguma música idiota no rádio, ou com a TV ligada em alguma série que passa na madrugada do SBT. Gosto disso, é disso que realmente gosto. Tenho dois ou três fantasmas alugando minha cabeça, mas disso já tô cuidando, entrei com pedido de despejo.
segunda-feira, 24 de agosto de 2009
O Mês Acaba, A Loucura Das Pessoas Não
Por um momento ela tentou não chorar, não demonstrar tristeza naquele rosto infantil e aparentemente sempre alegre, mas ela fraquejou, algumas lágrimas escorreram e antes que alcançassem os lábios, passou a manga da blusa numas de fazer desaparecer quaisquer vestígio de tristeza. Foi em vão. Apesar da voz firme, os olhos vermelhos eram como uma tela gigante transmitindo uma agonia ainda mais gigantesca. A minha, confesso, não era, ou não é, nem um pouco menor.
Perdemos algo que dificilmente alguém consegue recuperar; a confiança.
“Não é a toa que agosto é o mês do cachorro louco”, disse enquanto colocava seus fones de ouvido. Saiu cantarolando alguma música como se a vida estivesse sorrindo pra ela.
Mina, você é foda.
segunda-feira, 17 de agosto de 2009
Tinha uma porrada de tarefas hoje, umas vinte ligações pra fazer, acertar uma dúzia de assuntos que ficaram meio nebulosos, mas esse dia não me rendeu muito. Estudar e estudar. Ainda mais essa agora, nessa idade. Mas, por mais que a matéria não seja tão instigante quando eu imagino, ou imaginava, ainda tenho a empolgação e a curiosidade necessárias, e isso ajuda muito na concentração. Tenho feito progressos.
Tenho uma prova bacana pra fazer na sexta-feira, 9 da manhã. E pra essa ainda não me dediquei absolutamente nada. Essa madrugada deve ser longa.
quinta-feira, 13 de agosto de 2009
sábado, 8 de agosto de 2009
"Só entra quem é convidado", lembro muito bem dessa frase, ela deve ter repetido isso umas dez ou vinte vezes. Eu respondia com um nada entusiasmado "poxa, é mesmo!?", e ela voltava a explicar como aquela maravilha do mundo moderno funcionava e ia mudar, revolucionar e salvar o mundo. Eu deixei o "poxa, é mesmo!?" no automático e não me lembro de mais nada.
Todos os dias alguém me fazia essa mesma pergunta. Algum tempo mais tarde aderi ao "fabuloso" universo do Orkut, mas logo encheu o saco e acabei dando um fim prematuro no meu "perfil" do Orkut.
Blog, Orkut, Twitter, Fotolog, MySpace, Facebook. Todos partem do mesmo princípio; socialização. Ou compartilhamento, se preferirem. Seja de músicas, vídeos, fotos ou “apenas” textos. O que me causa espanto é a importância absurda que as pessoas dão a essas novidades, que de novidades não têm praticamente nada. O que muda é apenas o endereço. A banda que toca é a mesma.
Bem, o fato é que aderi. Não sei se por curiosidade ou necessidade de entender um pouco sobre essa “novidade”.

