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Bixiga
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“Que Viva Leminski!” aborda a obra do
poeta curitibano no SESC Consolação
No ano em que se completa 20 anos da morte de Paulo Leminski, uma edição do Projeto “Outros Contextos” apresenta vida e obra do poeta por meio de mesa de discussão, apresentação musical, leitura de poemas e ambientação, com consultoria de Ademir Assunção e direção de arte de Miguel Paladino. Participações de Boris Schnaiderman, Jerusa Pires Ferreira, José Miguel Wisnik, Neuza Pinheiro, Alice Ruiz, Mario Bortolotto e Áurea Leminski.
Estávamos em Itabirito, um pequeno município no interior de Minas Gerais, bem ao norte, em uma espécie de Woodstock tropical. O “Menino Lobo” Ayala, um paraguaio bebedor de cerveja dos bons, mateiro e de coração grande, respondia sem titubear as mais exigentes perguntas sobre as espécies do local. Identificava facilmente a origem, tipo de alimentação e, principalmente, o nome científico. Era só (uma garota) perguntar e ele respondia prontamente, "bem, esse aí é um eucalyptus communis", "ah, esse é um 'espécime' de rathazonus de mattus, raro nessa região", "frutifyrus chinnelus", e por aí vai. A mulherada ficava impressionada com a habilidade do Mogli paraguaio. E eu também, é claro.
Desde o início eu cantei essa bola, esse tal oitavo integrante será uma mulher. Aposto. Duvido que esse concurso tenha um pouco da seriedade que eles tentam passar.
Quando o Rogério Morgado, que foi bom pra caralho, perdeu pra uma mina que mal conseguia concluir uma piada, ficou na cara que a escolha já havia sido feita desde o início.
Agora foi a vez do Paulão cair. Isso até soa engraçado, "só uma mulher tem o poder de derrubar um homem". Seja como for, elas têm esse poder.
Derramei o meu pranto
na pia do banheiro
Dei um gole de whisky pro santo
o resto eu dei pra mim mesmo
Garçom me dá mais uma dose
dessa cachaça aí pra mim
Que eu sou o rei da dor!
Eu sou um perdedor...
A minha vida tá se apagando
como um cigarro esquecido num cinzeiro
Meu contra-cheque vive me lembrando
que eu preciso, muito, de dinheiro
Oohh baby, Oh baby
eu sonho ver você voltando
entrando por aquela porta
Mas agora Inês é morta...
Você tão longe de mim
E eu tão perto desse gim...
Renato Fernandes
